Delegação asiática conhece trabalho ambiental do Pará

O trabalho integrado e intensivo feito na área ambiental pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), foi apresentado nesta sexta-feira (7) a membros de uma delegação de Myanmar, país do sul da Ásia continental, que esteve em visita ao Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), em Belém. Além […]

O trabalho integrado e intensivo feito na área ambiental pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), foi apresentado nesta sexta-feira (7) a membros de uma delegação de Myanmar, país do sul da Ásia continental, que esteve em visita ao Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam), em Belém.

Além de conhecer as instalações do núcleo, que atua na coleta de dados e produção de conhecimento sobre os fatores que geram impacto no meio ambiente, a delegação trocou informações sobretudo com relação à implementação, pelo Brasil, do mecanismo REDD+ para a mitigação das mudanças climáticas.

O REDD+ é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima para recompensar financeiramente países em desenvolvimento por seus resultados de redução de emissões de gases do efeito estufa, provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

O titular da Semas, Luiz Fernandes Rocha, recepcionou a comitiva, liderada pelo ministro “Of Home Affairs” (que funciona como uma pasta de relações exteriores), Tin Myint, segundo o qual a proposta da comitiva foi aprender com o moderno sistema de monitoramento implantado pelo Pará, principalmente no aspecto relacionado às mudanças climáticas. “Obtivemos informações sobre que estão fazendo referente à redução do desmatamento e observamos a gestão efetiva do sistema de monitoramento das gestões das áreas protegidas. Consideramos a visita extremamente válida. Está sendo maravilhoso conhecer este trabalho”, ponderou

Servidores da Semas  explicaram o funcionamento de sistemas como o de simplificação do licenciamento e o projeto “De Olho na Floresta”. O primeiro se destaca pela forma segura de monitoramento das atividades e empreendimentos. O segundo já foi desenvolvido com atenção especial para os recursos florestais e é dotado de um sistema automatizado que permite o monitoramento contínuo da floresta, fornecendo alertas das alterações detectadas. O diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação, Cassio Rodrigues, ponderou que as ferramentas estão disponíveis na web e no sistema mobile, que visa dar celeridade as informações de natureza pública.

O secretário Luiz Fernandes ressaltou que o trabalho é grandioso, dadas as dimensões do Estado do Pará. Em função disso, a Semas tem optado pela descentralização ambiental, apoiando tecnicamente e estruturalmente os municípios para que se possa exercer uma gestão compartilhada e eficiente. Fernandes reiterou que a transparência na área ambiental é uma marca do estado do Pará. Para concluir, o secretário ainda abordou o trabalho integrado, desenvolvido junto a um núcleo de inteligência de órgãos da segurança pública.

Já o secretário extraordinário do Programa Municípios Verdes, Justiniano Neto, ressaltou que os órgãos estaduais têm ampliado o diálogo com diversos entes da área ambiental, fomentando, inclusive, o desenvolvimento de comitês e conselhos. “Lançamos o sistema simplificado de licenciamento na semana passada e apresentamos a órgãos públicos e entidades privadas”, falou, referindo-se ao I Encontro de Gestores para o Fomento de Políticas Públicas Sustentáveis e Alternativas de Controle, Monitoramento e Combate ao Desmatamento.

O ministro da pasta “Natural Resources an Environmental”, que cuida do meio ambiente em Myanmar, Ohn Winn, revelou estar impressionado pela gestão florestal desenvolvida no Pará. “Estamos convencidos de que há que se ter equilíbrio entre os aspectos econômicos e sociais. Nós, enquanto um país em desenvolvimento, batalhamos para alcançar uma meta. Portanto, conhecer o sistema eficiente do estado é importante”, falou, explicando que uma das grandes dificuldades é unir os setores e engajá-los a trabalhar em busca de um meio ambiente sustentável.

Por Nilson Cortinhas (Semas)